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Equipe do Telescópio Espacial Kepler completa o Catálogo Final de Exoplanetas.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017.
O mais completo e detalhado catálogo já publicado pela equipe do Kepler, marca o fim de uma era de busca de planetas nas estrelas de nossa galáxia.

Este é um marco para o Telescópio Esopacial Kepler, pelo menos no que tange à primeira parte de sua missão. Em 19/06/2017 os astrônomos divulgaram o oitavo e final catálogo, com os dados obtidos nos primeiros 4 anos de vida do Kepler. Com 219 novos candidatos a planetas, 10 dos quais com tamanhos próximos à da Terra, este catálogo ajudará os astrônomos a responderem à questão principal da missão do Kepler: Quantos planetas semelhantes à Terra orbitam as estrelas do tipo do Sol?

Os pesquisadores descobriram uma lacuna quando se faz a distribuição dos planetas encontrados por tamanho, indicando que a maioria dos planetas descobertos pelo Kepler podem ser classificados em duas categorias distintas: os rochosos, do tamanho da Terra ou um pouco maiores que ela (Kepler 452b p.ex.), e os do tipo mini-Netuno (Kepler 22b p.ex.). A lacuna encontra-se nos planetas menores que a Terra.

No total, o Telescópio Kepler descobriu 4.034 planetas candidatos, dos qais 2.335 foram confirmados, após observar 160.000 estrelas, numa pequena região do céu na constelação do Cisne.

Foram descobertos 50 planetas de tamanho semelhante à Terra, localizados na “zona habitável” da estrela, dos quais mais de 30 já foram confirmados.
Diagrama que ilustra como os planetas são "montados" e agrupados
(veja mais informações abaixo)
Os astrônomos classificam estes planetas, que antigamente pensava-se inexistirem, como “super-Terras” – mundos rochosos pouco maiores que a Terra, com atmosferas profundas e esmagadoras – ou como “mini-Netunos” – planetas gasosos menores que Netuno, que não possuem superfície.

Descobriu-se que entre 1,75 e 2 vezes o tamanho da Terra, muito poucos planetas se formam, deixando uma lacuna, uma linha divisória, entre estas duas categorias. Assim, qualquer planeta com tamanho menor que 1,75 vezes o tamanho da Terra, é denominado “Super-Terra” e qualquer um que seja maior que 2 vezes as dimensões de nosso planeta, é denominado como “mini-Netuno”.

Fonte: Space & Telescope
Publicação: 19/06/2017

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OBS: Este diagrama ilustra como os planetas são "montados" e agrupados em duas classes distintas. Em primeiro lugar, os núcleos rochosos de planetas são formados a partir de bocados mais pequenos. Então, a gravidade dos planetas atrai hidrogénio e hélio. Finalmente, os planetas são "cozidos" pela luz estelar e perdem algum gás. Num determinado limite de massa, os planetas retêm o gás e tornam-se mini-Neptunos gasosos; abaixo desse limite, os planetas perdem todo o seu gás, tornando-se super-Terras rochosas. Crédito: NASA/Kepler/Caltech (R.Hurt)
Os planetas nascem de discos giratórios de gás e poeira, chamados “discos protoplanetários”. Dali surgem planetas gigantes como Júpiter, assim como planetas menores, com tamanhos entre a Terra e Netuno. Os pesquisadores do Kepler descobriram que neste último caso, pode haver dois subgrupos: planetas rochosos como a Terra e mini Netunos gasosos.


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