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A estrela KIC 8462852, a mais misteriosa do universo, localizada na constelação do Cisne, distante 1.480 anos-luz, que alguns diziam ter ao seu redor uma megaestrutura alienígena, pode ter planetas em processo de desintegração ao seu redor.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017.
Um possível Planeta se desintegrando defronte à estrela
Enquanto a maioria dos planetas orbitam as suas estrelas a uma distância segura, alguns o fazem muito próximo a elas. Orbitando a uma distância menor do que a de Mercúrio, estes mundos experimentam temperaturas extremas, que levam as suas atmosferas a se expandir. Se o planeta é muito pequeno, com pouca gravidade para refrear a expansão atmosférica, ele irá perdê-la para o espaço. Muitos mundos foram observados com o remanescente de suas atmosferas formando uma “trilha” atrás deles.

Quando os cientistas observam uma atmosfera dispersando-se por detrás de um planeta, como se este fosse um cometa, ela provavelmente deve ter se perdido logo depois do planeta orbitar a estrela com esta extrema proximidade. Ocorre porém, que a superfície superaquecida de um planeta que está se desintegrando nestas condições, irá abastecer a atmosfera, à medida que os gases dela escaparem.

Mesmo os melhores instrumentos, podem apenas observar as camadas superiores da atmosfera de um planeta existente além do sistema solar. Mas estes mundos ferventes, podem propiciar uma primeira visão, a respeito do que está ocorrendo nas suas superfícies.

Para ajudar a entender o que ocorre nestes mundos, pela primeira vez modelou-se como deve ser um planeta que perde sua atmosfera em uma taxa consistente. Descobriu-se que era difícil drenar a atmosfera de forma constante ao longo do tempo. O mais provável é que as atmosferas destes planetas formem-se em grandes quantidades, e rapidamente sejam expelidas em porções generosas. A rocha é vaporizada pelo calor, tranformando-se em atmosfera, sendo posteriormente ejetada para o espaço. Em seguida, tudo recomeça.

O sinal incomum pode possibilitar um meio de detectar planetas muito pequenos para serem descobertos pelos nossos instrumentos atuais. Em 2015, os pesqisadores relataram alterações raras na luz emanada pela estrela KIC 8462852, também conhecida como estrela de Tabby ou estrela de Boyajian. Desde esta descoberta, os cientistas propuseram uma miríade de possíveis causas, indo de um enxame de cometas, até a evocação da presença de uma esfera de Dyson.
Imagem da estrela KIC 8462852
Mas ainda há cautela com esta hipótese de planetas em lenta desintegração, pois apesar de ser uma explicação aceitável, só pode ser considerada na falta de uma mais precisa. E como seria necessária uma enorme cauda atmosférica, para bloquear a luz provinda da estrela de Tabby, os pesquisadores consideram esta explicação como improvável, apesar de possível.

Não obstante, os planetas que estão no processo de desintegração, permanecem como as melhores opções para uma pesquisa efetiva de suas superfícies. O futuro telescópio espacial James Webb, que deverá ser lançado no final de 2018, permitirá que os cientistas observem os minerais existentes nestas caudas atmosféricas, o que por consequência, revelará interessantes informações sobre as superfícies destes exoplanetas.

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