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As Galáxias

domingo, 19 de junho de 2016.
Andrômeda
Falando de Estrelas - Parte 02

Ao olharmos para o céu noturno, especialmente nas noites sem Lua, ficamos fascinados pela miríade de estrelas que se descortina sobre as nossas cabeças.

Milhares de pontos luminosos cintilam na Abóbada Celeste, espalhados aleatoriamente pelo firmamento.

Mas será que por detrás desta aparente casualidade, existiria algum tipo de ordenamento? As estrelas espalham-se pelo universo de forma incerta, ou há algum regramento que determina a sua distribuição?

A resposta nos é dada por uma das Forças que regem o Universo, a Gravidade.

Esta Força do Universo, que foi descoberta pelo cientista inglês Isaac Newton, é regida pela Lei da Gravitação Universal. No Universo, matéria atrai matéria, na razão direta de suas massas, e na razão inversa do quadrado da distância que as separa.

Isto nos leva a concluir que as estrelas que observamos no céu noturno, por serem compostas de matéria, atraem-se mutuamente, com as intensidades previstas pela Lei da Gravitação Universal.

Desta forma, não é o acaso que as mantém em suas posições observadas, mas sim a maneira como a gravidade nelas atua. Mas como saber o resultado da ação destas forças de atração? Existem padrões de agrupamento estelar? A resposta a estas perguntas, nos foram dadas ao longo dos séculos, pelas observações astronômicas realizadas.

Os astrônomos dos séculos XVIII e XIX, ao perscrutarem com seus telescópios o céu noturno, deparavam-se com os mais diferentes tipos de astros, além do Sol, da Lua, dos planetas e das estrelas, que por sua aparência incomum, desafiavam a ciência a explicá-los. Astros que pareciam como pequenos flocos de algodão, com formas arredondadas ou lenticulares, semelhantes a nuvens a flutuar pelo espaço sideral. Seriam formados por gases? Ou por estrelas, que de tão distantes, não eram possíveis discernir nas observações feitas?

O grande filósofo e astrônomo Immanuel Kant, emitiu a seguinte opinião a respeito: “A Via Láctea é apenas uma Galáxia a mais em um um vasto universo cheio de Galáxias”. Em 1920 aconteceu o “Grande Debate”, entre Harlow Shapley e Heber Curtis. Shapley defendia a tese de que eles eram formados por gases, e chamava estes objetos de “Nebulosas”, ou “Nuvens” em espiral, e que se encontravam dentro da Via Láctea, que para ele era todo o Universo; já Curtis defendia a tese de que estes objetos eram na realidade compostos por estrelas, distantes demais para serem observadas individualmente, e que estavam fora de nossa Via Láctea, e os chamavam de “Universos-Ilha”, ou “Galáxias”. A evolução da tecnologia dos telescópios, permitiu saber que Kant e Curtis estavam certos, e que no Universo, as estrelas se agrupavam gravitacionalmente nestas gigantescas estruturas, e que ele estava repleto de Galáxias como a nossa, cada uma delas com centenas de bilhões de estrelas.

O astrônomo americano Edwin Hubble, que dá nome ao Telescópio Espacial ora em órbita da Terra, elaborou em 1927, a sua “Classificação Morfológica de Galáxias”. Por ela, as Galáxias, pelo seu formato, dividem-se em três grandes grupos: Elípticas, Espirais e Irregulares. Já o grupo das Espirais Espirais, apresenta um subtipo muito peculiar, chamado de Espiral Barrada. Neste, o núcleo da Galáxia Espiral não possui o formato esférico comumente visto nas outras Galáxias Espirais, exibindo um formato “alongado”, semelhante a uma “Barra”.

Hoje, após acuradas observações feitas, com os equipamentos mais modernos disponíveis, sabemos que a nossa Galáxia, a Via Láctea, é uma Galáxia Espiral Barrada, com um diâmetro de 100.000 anos-luz e uma idade de 13,5 bilhões de anos, possuindo de 100 a 400 bilhões de estrelas.

A Galáxia Espiral mais próxima de nós, é a Galáxia de Andrômeda, situada na Constelação de mesmo nome. Ela não é Barrada como a Via Láctea, mas tem a mesma idade e encontra-se a 2.530.000 anos-luz de nós. Possui um diâmetro de 220.000 anos-luz, e contém 1 trilhão de estrelas. Esta Galáxia é tão grande, que pode ser vista mesmo a olho nu, em noites sem Lua, e longe das grandes cidades, nos ceús da Terra.
Galáxia Andrômeda - M31
Mas a maior Galáxia do Universo é uma Galáxia Elíptica, chamada IC 1101, que fica no centro de um Aglomerado de Galáxias denominado Abell 2029, na constelação de Virgem. Com um diâmetro de 6.000.000 anos-luz, ela possui 100 trilhões de estrelas!
IC 1101 - Comparação de tamanho em relação a Nossa
Galáxia, a Galáxia de Andrômeda e a Galáxia M87
Estima-se hoje, que existam cerca de 200 bilhões de Galáxias no Universo que somos capazes de observar, e em média, cada uma delas, tem centenas de bilhões de estrelas!

Até breve!

Eng. João Batista Salgado Loureiro 
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1 Comentário:

Manoel Aquilino disse...

COnsegui compertilhar!!!! VAleu

Abraços

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