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Rosette uma das nebulosas de emissão mais maciças conhecidas!

segunda-feira, 14 de setembro de 2015.
A nebulosa Roseta é uma nebulosa de emissão, uma grande região de formação de estrelas na constelação Monoceros, o Unicórnio.

É uma grande nuvem de gás e poeira que se encontra perto de uma grande nuvem molecular, e está intimamente associada com o aglomerado aberto NGC 2244, cujas estrelas se formaram a partir da matéria da nebulosa nos últimos cinco milhões de anos.

A aparência do Rosette (ou Roseta), em luz óptica, se assemelha a uma rosa ou a uma roseta, que é um desenho estilizado de flor usado em esculturas desde os tempos antigos, que apareceu na Mesopotâmia e foi usado para decorar pedras funerárias na Grécia Antiga, tendo mais tarde sido adotado na arquitetura românica e renascentista.

O aglomerado aberto NGC 2244 pode ser visto com binóculos, mas para observar a nebulosa, é preciso um telescópio com uma ampliação baixa e muito boas condições de visualização, sem poluição luminosa.

A cor vermelha da nebulosa não pode ser vista, somente capturada fotograficamente.

A nebulosa Roseta tem uma magnitude aparente de 9,0 e está a cerca de 5.200 anos-luz de distância da Terra.

Tem cerca de 65 anos-luz de raio, significativamente maior do que a famosa Nebulosa de Orion (M42), em Orion, que tem apenas 12 anos-luz de raio, mas muito mais próxima de nós (1.344 anos-luz).

Existem outras designações para a nebulosa Roseta: Caldwell 49, SH 2-275, e CTB 21.

A nebulosa Roseta contém jovens estrelas muito quentes em sua região central. O gás circundante destas estrelas tem uma temperatura de 6 milhões de kelvins e como resultado as estrelas emitem quantidades intensas de radiação de raios X.

A nebulosa tem várias denominações no novo Catálogo geral "New General Catalogue": NGC 2237 (aglomerado), NGC 2238 (aglomerado), NGC 2239 (nome obsoleto para NGC 2244) e NGC 2246, que são todas as partes da região nebulosa, enquanto NGC 2244 é o aglomerado aberto brilhante localizado dentro da nebulosa.

A massa estimada da nebulosa é de cerca de 10 mil massas solares, o que torna a Roseta uma das nebulosas de emissão mais maciças conhecidas.

A nebulosa Roseta foi descoberta por pedaços, pois é um objeto difícil de observar, mesmo em telescópios maiores.

O astrônomo Inglês John Herschel descobriu a parte designada por NGC 2239, o alemão Albert Marth descobriu NGC 2238, e o astrônomo americano Lewis Swift foi o primeiro a observar NGC 2237 e NGC 2246.

Crédito da imagem: X-ray (NASA/CXC/SAO/J. Wang et al), Optical (DSS & NOAO/AURA/NSF/KPNO 0.9-m/T. Rector et al)

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