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Voyagers - The Final Frontier! As gêmeas Voyager 1 e 2 têm ido corajosamente onde nenhuma outra Sonda tinha ido antes!

segunda-feira, 20 de julho de 2015.
As naves gêmeas Voyager 1 e 2 estão explorando onde não se tinha ido antes!

Ambas, continuam em suas jornadas de mais de 37 anos desde seus lançamentos em 1977, e cada uma delas atualmente estão muito mais longe do que Plutão.

A Voyager 1 e sua irmã gêmea, a Voyager 2, foram lançadas com 16 dias de intervalo uma da outra, em 1977. Ambas as sondas passaram por Júpiter e Saturno. Já, a Voyager 2 também passou por Urano e Netuno.

As sondas ainda estão ativas e continuam enviando informações científicas sobre seus arredores através da Deep Space Network, ou DSN.

Mas, As Voyagers não pararão tão cedo, já que ambas têm energia elétrica suficiente e combustível propulsor para operarem pelo menos até 2020.

E corroborando com isto, agora as aventureiras tem uma nova Missão, a Missão Interestelar Voyager (VIM).


O objetivo desta missão é estender a exploração da NASA além do sistema solar, do "bairro" dos planetas exteriores para o limite exterior da esfera de influência do Sol, e possivelmente ir além.


É conveniente considerar a missão VIM como três fases distintas: o choque de terminação, exploração da heliosfera e fases de exploração interestelar.

O VIM é uma extensão da missão primária Voyager que foi concluída em 1989 com o voo rasante da sonda Voyager 2 por Netuno. Netuno foi o último planeta exterior visitado por uma sonda Voyager.

A missão principal da Voyager 1 era a exploração de Júpiter e Saturno. E ela completou os seus voos rasantes planejados próximo dos sistemas planetários de Júpiter e de Saturno, depois de fazer uma série de descobertas lá, tais como vulcões ativos na lua de Júpiter Io, e as complexidades dos anéis de Saturno, a missão foi prorrogada.

Enquanto a Voyager 2, foi além de seus próprios voos rasantes planejados, perto de Júpiter e Saturno, e efetuou voos rasantes perto dos dois gigantes gasosos, Urano e Netuno, e ainda é a única espaçonave que visitou esses planetas exteriores.

Para se ter uma ideia, em fevereiro de 2015, a Voyager 1 estava a uma distância de 19,5 bilhões de quilômetros (130,5 UA) do Sol e  a Voyager 2, a uma distância de 16 bilhões de quilômetros (107 UA).

Atualmente, a Voyager 1 está escapando do sistema solar a uma velocidade de cerca de 3,6 UA por ano, com uma inclinação de 35 graus para fora do plano da eclíptica para o norte, na direção geral da Apex Solar (A direção do movimento do Sol em relação a estrelas próximas).

Por sua vez, a Voyager 2 também está escapando do sistema solar, a uma velocidade de cerca de 3,3 UA por ano, com 48 graus de inclinação para fora do plano da eclíptica para o sul.

Para recapitularmos um pouco, em agosto de 2012, a Voyager 1 fez a histórica entrada no espaço interestelar, a região entre as estrelas, cheio de material ejetado nas proximidades pela morte de estrelas de milhões de anos. 

Os cientistas esperam aprender mais sobre esta região quando a Voyager 2, entrar no "heliosheath", a camada mais externa da heliosfera, onde o vento solar é desacelerado pela pressão do meio interestelar, que também atinge o espaço interestelar.

Esta missão que foi prolongada, continua a caracterizar o ambiente do sistema solar exterior e a procurar o limite da heliopausa, os limites exteriores do campo magnético do Sol, e o fluxo exterior do vento solar.

As Voyagers estão indo em direção ao limite exterior do sistema solar em busca da heliopausa, a região onde a influência do Sol diminui e o início do espaço interestelar pode ser sentida.


A heliopausa nunca foi alcançada por quaisquer outras sondas; e as Voyagers podem ser as primeiras a passar por esta região, que é pensado existir, em algum lugar, entre 8 a 14 bilhões de milhas do Sol.

Prevê-se que as Voyagers devam cruzar a heliopausa daqui a 10 ou 20 anos.

Nesta época , a Voyager 1 estará a 22,1 bilhões de km do Sol, e a Voyager 2,  a 18,4 bilhões de km.

Eventualmente, as Voyagers passarão por outras estrelas.

Daqui a 40 mil anos, a Voyager estará a 1,6 anos-luz da AC + 79 3888, uma estrela na constelação de Camelopardalis que está caminhando na direção da constelação Ophiuchus.

Por sua vez, daqui a 40 mil anos, a Voyager 2 vai passar a 1,7 anos-luz da estrela Ross 248, e em cerca de 296 mil anos, ela vai passar a 4,3 anos-luz a partir de Sirius, a estrela mais brilhante no céu. 

As Voyagers estão destinadas, talvez eternamente, a vagar pela Via Láctea.


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2 Comentários:

Gabriel Andrade disse...

Eles não podem enviar uma sonda que utilize a radiação do espaço pra funcionar?
Já que está previsto pra ter a energia esgotada em 2020..

João Batista Salgado Loureiro disse...

As naves que são enviadas ao espaço, utilizam painéis para coletar a luz que vem do Sol e transformá-la em energia elétrica. No entanto, à medida que elas se afastam do Sol, como é o caso das Voyagers, a intensidade desta luz vai diminuindo progressivamente, até não mais ser possível gerar energia a partir dela, daí o esgotamento previsto para 2020. Quanto à radiação vinda do espaço exterior, como por exemplo os raios cósmicos, ela é de baixíssima intensidade para esta finalidade, não sendo viável a sua utilização com a nossa tecnologia atual.

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