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O pôr do Sol em Marte!

quarta-feira, 24 de junho de 2015.

(Atendendo a pedidos)

Após três anos de missão, a equipe da missão Curiosity, enfim focalizou o Sol de Marte com a poderosa "MastCam". 

E este foi o primeiro pôr do sol observado em cor pela Curiosity!

O veiculo Curiosity da NASA gravou esta seqüência de pontos de vista do pôr do sol de Marte, a partir da Cratera Gale, no final do 956° dia marciano da missão, em 15 de abril de 2015.

A imagem foi feita entre tempestades de poeira, mas um pouco de pó permaneceu suspenso no alto da atmosfera. 

Segundo Mark Lemmon da Universidade Texas A & M - College Station, membro da equipe científica da Curiosity,  que planejou as observações:

"As cores vêm do fato de que o pó muito fino é do tamanho certo para que a luz azul penetre a atmosfera de forma um pouco mais eficiente." 

"Quando a luz azul dispersa no pó, ela fica mais estreita na direção do sol do que a luz de outras cores faz."

"O resto do céu é uma graduação de amarelo para o laranja, amarelo e vermelho, em vez de ser absorvida ou ficar perto do sol, há a dispersão de luz, por todo o céu." 

Assim como as cores são mais dramáticas nos pores do sol da Terra, o pôr do sol marciano faz a parte azul, perto do sol ficar muito mais proeminente, enquanto a luz do dia normal, faz com que a cor da ferrugem do pó fique mais proeminente.

A Mastcam vê a cor de forma muito semelhante ao que os olhos humanos vêem, embora ela seja realmente um pouco menos sensível ao azul do que as pessoas são.

A poeira na atmosfera marciana tem partículas finas que permitem que a luz azul penetre na atmosfera de forma mais eficiente, do que as cores que tem comprimento de onda mais longo.

Isso faz com que as cores azuis expostas à luz mista que vem do sol ficam mais perto de parte do sol do céu, em comparação com a dispersão maior de outras cores, amarelo e vermelho.

O efeito é mais pronunciado próximo ao sol, quando a luz do sol passa através de um caminho mais longo na atmosfera, do que ao meio-dia.

Com certeza, as observações do sol vão ajudar os pesquisadores a avaliarem a distribuição vertical de poeira na atmosfera do planeta vermelho.

E é tão azul assim? Sim.

Em Marte, o espalhamento prevalece devido a uma atmosfera sobrecarregada e presença de partículas de poeira fina.

Assim, durante o pôr do sol (ou nascer do sol), as cores "quentes" são absorvidas, enquanto cores mais frias continuam o seu caminho, dando o tom mais azulado. 

No meio do dia (dia marciano), são as cores quentes que tingem o céu por causa de sua dispersão no ar.

Para entender melhor:

A Luz

Com a evolução da Física ao longo dos anos, os cientistas perceberam que a luz possui um comportamento similar ao das ondas eletromagnéticas, a luz é uma oscilação e se propaga no vácuo com uma certa variação no tempo (frequência). 

Podemos associá-la como um exemplo para o som, sem caracterizar muitos detalhes o som é uma vibração mecânica do ar, onde frequências diferentes caracterizariam sons graves e agudos. 

Assim como o som, as frequências determinam as cores para a luz, para uma determinada faixa de frequências podemos observar as cores, e essa faixa de cores é chamada de espectro de luz.

Você acha que o Sol é amarelo?

Como qualquer estrela, o Sol emite radiação em diferentes comprimentos de onda. 

No nosso dia a dia, isso pode ser traduzido como “várias cores”. Cada comprimento de onda equivale a uma cor diferente; inclusive as cores que não vemos. 

Raios gama, os comprimentos mais curtos (e mais energéticos), por exemplo, são emanações do Sol que não vemos. Ondas de rádio (comprimentos longos, pouco energéticos) também.

O pico das emissões solares se situa na zona espectral que chamamos de “visível”. Na verdade, nossos olhos evoluíram desta maneira, privilegiando esta determinada faixa eletromagnética justamente porque é ela a principal emitida pelo Sol!

E, dentro da faixa espectral visível, onde está o pico de emissão? Na cor amarela, certamente… Errado! O pico de emissão solar varia muito pouco, e se situa entre 475 e 500 nanômetros (o que é um nanômetro? Pegue um metro e divida em um bilhão de pedacinhos; cada pedacinho desses tem um nanômetro de comprimento!). Essas medidas de comprimento de onda equivalem, respectivamente, ao azul e ao verde.

Nosso cérebro “mistura” essas informações e acabamos interpretando a cor do Sol como sendo amarela. Mas, na verdade, o Sol é verde-azulado, se fôssemos realmente definir uma cor para a sua superfície. 

Creditos: NASA/JPL-Caltech/MSSS/Texas A&M Univ./ Planetário do Rio (Você acha que o Sol é amarelo?)

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