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Descobriram uma nova barreira de energia que protege a Terra de radiação!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014.
Pesquisadores da Universidade do Colorado e do MIT, com a ajuda da NASA, descobriram novos detalhes sobre os famosos cinturões de Van Allen , dois anéis de radiação que, por sua vez protegem a Terra da radiação externa. 

Agora, após análise dos dados que foram coletados por duas sondas da NASA, chegou-se a conclusão da existência de uma barreira de energia capaz de interromper a passagem de elétrons que circulam em torno da Terra a uma velocidade próxima à da luz.

Estes elétrons de energia , chamados elétrons "ultra relativistas" circulam no topo da atmosfera da Terra, na área externa do cinturão de Van Allen (entre 11.000 e 20.000 km acima da Terra). Para se aventurar para além deste limite, bombardeado tudo em seu caminho, desativando satélites, sistemas de comunicação, eletrônicos e colocando em risco a saúde dos astronautas que estão na Estação Espacial Internacional (ISS, em órbita a 420 quilômetros da Terra ). 

Mas afinal, por que não são realmente um perigo?

Graças aos dados recolhidos por estas duas sondas de Van Allen por 20 meses, os cientistas descobriram que não é o campo magnético da Terra , que mantém na baía esta radiação, mas uma barreira impenetrável chamado de " assobio (silvo) plasmaférico ". São ondas eletromagnéticas de baixa freqüência que impedem que estes elétrons excedam a distância de 11.000 km da Terra. Esta barreira neutralizante, faz com que eles colidam com átomos de gás neutro e, eventualmente, desapareçam.


Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Nature e, de acordo com John Foster , do MIT, é uma descoberta de um " fenômeno muito raro, extraordinário e pronunciado. O que isso nos diz é que se você colocar um satélite ou uma estação espacial internacional com astronautas dentro, pouco antes desta barreira impenetrável, sua expectativa de vida é muito maior. E isso é importante saber ".

Na imagem você pode ver os cintos e as suas respectivas distâncias a partir da superfície da Terra.

As sondas de Van Allen permitiram à NASA descobrir no ano passado um terceiro cinto de radiação previamente desconhecido, o que levou à descoberta desta barreira, que também pode ser visto nesta exibição (a esfera interior azul-verde). Um avanço que irá servir, entre outras coisas, para entender como será a proteção da radiação cósmica de uma futura missão tripulada a Marte. [Via MIT e NASA].

Para entender melhor:

O Cinturão de Van Allen é uma região onde ocorrem vários fenômenos atmosféricos devido à concentrações de partículas no campo magnético terrestre, que foram descobertas em 1958 por James Van Allen, que elaborou um experimento de raios cósmicos que foi embarcado na sonda americana Explorer 1, lançada em janeiro de 1958.

As radiações de Van Allen não ocorrem, salvo em raras exceções, nos polos, e sim na região equatorial. Estas formam dois cinturões em forma de anéis, com centro no equador. 

O anel mais interno se estende entre as altitudes de mil e cinco mil quilômetros, e sua intensidade máxima ocorre em média aos três mil quilômetros. Ele consiste de prótons altamente energéticos, que se originam pelo decaimento de nêutrons produzidos quando alguns raios cósmicos vindos do espaço exterior colidem com átomos e moléculas da atmosfera terrestre. Parte dos nêutrons é ejetada para fora da atmosfera e se desintegra em prótons e elétrons ao atravessar esta região do cinturão. Essas partículas se movem em trajetórias espirais ao longo de linhas de força do campo magnético terrestre.

O segundo cinturão, que fica situado entre 15.000 e 25.000 km, contém partículas eletricamente carregadas de origem tanto atmosférica quanto solar. São principalmente íons de hélio trazidos pelo vento solar. As partículas mais energéticas deste são elétrons, cuja energia atinge várias centenas de milhares de elétrons-volt. Os prótons são muito menos energéticos do que os do primeiro cinturão, porém seu fluxo é mais intenso.

Via de regra, não existe entre os dois cinturões uma delimitação; eles fundem-se em altitudes variáveis. Durante os períodos de intensa atividade solar, grande parte das partículas eletricamente carregadas vindas do Sol consegue romper a barreira formada pelos cinturões de radiação de Van Allen. Ao atingir a alta atmosfera produzem os fenômenos das auroras polares e as tempestades magnéticas.

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