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Hubble capturou a imagem mais completa já montada do Universo em evolução, e uma das mais Coloridas!

segunda-feira, 9 de junho de 2014.
Astrônomos, ao utilizar o Telescópio Espacial Hubble, capturaram a imagem mais completa já montada do Universo em evolução, e uma das mais Coloridas!

O estudo é chamado de Projeto "Ultraviolet Coverage of the Hubble Ultra Deep Field (UVUDF)".

Antes deste estudo, os astrônomos estavam em uma posição curiosa. Eles sabiam muito sobre como se dá a formação de estrelas em galáxias próximas, graças as instalações do telescópio UV "Galex" *, da NASA, que operou de 2003 a 2013. 

Além disto, graças à capacidade de captura de raios infravermelhos visíveis e próximos do Hubble, eles também tinham estudado o nascimento de estrelas em galáxias mais distantes. E com isto, foi possível ver essas galáxias distantes em seus estágios mais primitivos, devido à grande quantidade de tempo que leva para a luz delas chegar até nós.

No entanto, entre 5 e 10 bilhões de anos-luz de distância de nós, o que corresponde a um período de tempo em que a maioria das estrelas do Universo nasceu, havia uma falta de dados necessários para podermos compreender plenamente a formação das estrelas. 

As mais quentes, por exemplo, de maior massa, e as mais jovens estrelas, que emitem luz em ultravioleta, foram muitas vezes negligenciadas como sujeitos de observação direta, o que deixava uma lacuna importante no nosso conhecimento da linha de tempo cósmico.

A adição de dados ultravioletas, do "Hubble Ultra Deep Field" usando a Câmera 3 Wide Field do Hubble, deu aos astrônomos acesso às observações destas regiões de formação de estrelas e pode nos ajudar a compreender como as estrelas se formaram. 

Ao observar nestes comprimentos de onda, os pesquisadores obtiveram um olhar direto sobre de que forma as galáxias estão formando estrelas, e ainda mais importante, onde estas estrelas estão se formando. 

Isso permite que os astrônomos entendam como as galáxias, como a Via Láctea, ampliaram em tamanho de pequenas coleções de estrelas muito quentes para as estruturas maciças que são hoje.

O pedaço de céu em que essa imagem foi previamente estudada por astrônomos foi uma série de exposições de luz visível e de infravermelho próximo capturadas entre 2004 e 2009: o Hubble Ultra Deep Field . 

Agora, com a adição da luz ultravioleta, eles combinaram uma gama de cores disponíveis para o Hubble, que se estende por todo o caminho de ultravioleta até a luz infravermelha. 

A imagem resultante, feita a partir da visualização de 841 órbitas do telescópio, contém cerca de 10.000 galáxias, e estende-se no tempo para dentro de algumas centenas de milhões de anos do Big Bang.

Levantamentos Ultravioletas como este, são extremamente importantes no planejamento das atividades do Telescópio Espacial James Webb (JWST), já que o Hubble é o único telescópio capaz de obter os dados ultravioletas, e os pesquisadores com certeza terão de combinar com os dados infravermelhos do JWST.

A imagem deste campo ultra profundo de 2014 do Hubble, é um composto de exposições separadas e capturadas entre 2003 e 2012 com o Hubble Advanced Camera for Surveys e Wide Field Camera 3 .

* Galex - é um telescópio espacial que tem seu nome que provém do inglês "Galaxy Evolution Explorer (GALEX)", que ainda está em órbita, mas teve encerrada suas atividades em maio de 2013, após uma década observando galáxias em luz ultravioleta com um alcance que abrangia aproximadamente 10 bilhões de anos da nossa história cósmica.O Galex ficará em órbita por mais 65 anos. Em seguida, cairá na Terra. O processo de reentrada na atmosfera fará com que o equipamento seja incinerado.

Crédito de imagem: NASA , ESA , H. Teplitz e M. Rafelski (IPAC / Caltech), A. Koekemoer (STScI), R. Windhorst (Arizona State University), e Z. Levay (STScI)

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