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Pigmento de pinturas pré-históricas será utilizado como Protetor Solar da Sonda “Solar Orbiter”!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014.
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Um pigmento de pinturas rupestres pré-históricas foi escolhido, após uma imensa pesquisa, para proteger e blindar a sonda “Solar Orbiter” da ESA, contra os efeitos do Sol em sua missão.

O pigmento, que é feito de carvão de osso queimado, será aplicado ao protetor de titânio da sonda, utilizando-se de uma nova técnica.

O composto é feito de carvão obtido de ossos queimados, a mesma substância que era utilizada há 30 mil anos atrás nas pinturas da Caverna Chauvet, no sul da França.

O fosfato, conhecido como “Solar Black”, é produzido por uma empresa irlandesa conhecida como Enbio, que originalmente desenvolveu sua técnica “CoBlast” para revestimento de implantes médicos com titânio.

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Na imagem acima, uma pintura rupestre de Chauvet, no sul França, com 30 000 anos de idade. Eles empregavam osso queimado de incêndios como a fonte de seu pigmento preto. 

Para sobreviver, a sonda terá que operar atrás de um escudo térmico com múltiplas camadas de titânio, cuja cor deve se manter inalterada durante toda a missão.

"O corpo principal da nave espacial terá um protetor multi-camadas de 3,1 m por 2,4 m ", explicou Pierre Olivier, engenheiro de segurança da “Solar Orbiter”. 

Uma mudança nas propriedades "termo-ópticas" do escudo , ou seja, a forma como reflete ou absorve a radiação solar, poderia cozinhar os delicados equipamentos da sonda.

Em testes, a substância foi exposta a tudo, da luz solar e radiação ultravioleta, à prova de aderência, com aplicação e retirada de uma fita adesiva para ver se nada saia do lugar, informou a ESA em um comunicado.

O "osso carbonizado" é usado até hoje, na produção de fertilizantes, na purificação do açúcar branco, e na filtragem de metais pesados da água.

A Sonda não tripulada“Solar Orbiter”, prevista para ser lançada em 2017, vai levar um grupo de instrumentos que realizarão imagens de alta resolução da nossa estrela-mãe, a uma distância de 42 milhões de quilômetros, distância esta um pouco maior do que um quarto da distância do Sol até a Terra. 

Com operação com “olhar” constante e direto ao Sol, a missão enfrentará 13 vezes a intensidade da luz solar terrestre, com temperaturas subindo tão alto quanto 520 ° C (graus Celsius).

Fonte: ESA

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