APRESENTAÇÃO DO CANAL

Chandra avista um dos mais rápidos pulsares da Via Láctea!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014.
Observatório de Raios-X Chandra, da NASA, viu um pulsar se movimentando muito rápido para escapar de um remanescente de supernova, enquanto expelia um jato de alcance recorde de partículas de alta energia, o mais longo avistado de qualquer objeto na nossa galáxia Via Láctea .

O pulsar, um tipo de estrela de nêutrons, conhecido como IGR J11014-6103, foi originalmente descoberto com o satélite da Agência Espacial Europeia “INTEGRAL”.
O comportamento peculiar de IGR J11014-6103 provavelmente pôde ser rastreado desde o seu nascimento,  através do colapso e posterior explosão da estrela massiva.
Está localizado na constelação de Carina  a cerca de 60 anos-luz de distância do centro dos restos da supernova SNR MSH 11-61A. Sua velocidade implícita está entre 2,5 milhões e 5 milhões mph, tornando-se um dos pulsares mais rápidos já observados.
"Nós nunca vimos um objeto que se move tão rápido e que também produzisse um jato", disse Lucia Pavan, da Universidade de Genebra, na Suíça, e principal autora de um artigo publicado terça-feira, na revista “Astronomy and Astrophysics”. "Para termos uma ideia mais clara, este jato é quase 10 vezes maior do que a distância entre o Sol e a nossa estrela mais próxima."
O jato de raios-X em IGR J11014-6103 são os mais longos conhecidos na Via Láctea.
“Marshall Space Flight Center”, da NASA, localizado em Huntsville, Alabama, é o gerenciador do programa Chandra para a “Science Mission Directorate”,  da NASA, em Washington. O Observatório Astrofísico Smithsonian, em Cambridge, Massachusetts, controla as operações científicas e de voo do Chandra.
SAIBA MAIS SOBRE PULSARES:
Pulsares são estrelas de nêutrons muito pequenas e muito densas. Os pulsares podem apresentar um campo gravitacional de até 1 bilhão de vezes maior que o campo gravitacional terrestre.
Eles provavelmente são os restos de estrelas que entraram em colapso, fenômeno também conhecido como supernova.
À medida que uma estrela vai perdendo energia, sua matéria é comprimida em direção ao seu centro, ficando cada vez mais densa.
Quanto mais a matéria da estrela se move em direção ao seu centro, mais rapidamente ela gira. Qualquer estrela possui um campo magnético que em geral é fraco, mas quando o núcleo de uma estrela é comprimido até se tornar uma estrela de nêutrons, o seu campo magnético também sofre compressão.
Com isto as linhas do campo magnético ficam mais densas, dessa forma tornam o campo magnético muito intenso. Esse forte campo, junto com a alta velocidade de rotação, passa a produzir fortes correntes elétricas na superfície da estrela de nêutrons.
Os prótons e elétrons ligados, de maneira "fraca" à superfície dessas estrelas, são impulsionados para fora e fluem, pelas linhas do campo magnético, até os polos norte e sul da estrela.
O eixo eletromagnético da estrela de nêutrons não necessita estar alinhado com o eixo de rotação. Quando isso acontece, temos o pulsar.
Essas estrelas possuem duas fontes de radiação eletromagnética: A primeira é a radiação síncrotron que não é térmica, ela é emitida por partículas presas ao campo magnético dessas estrelas.
A segunda é a radiação térmica que é composta por raios-x, radiação óptica, etc. Essa radiação ocorre devido ao choque de partículas com a superfície junto aos polos dessa estrelas.
Com o desalinhamento entre o eixo magnético e o de rotação, a estrela emite uma enorme quantidade de radiação pelos polos, que varre diferentes direções no espaço, sendo assim só podemos detectar as estrelas de nêutrons quando nosso planeta está na direção da radiação emitida pela estrela. Essa radiação recebe o nome de pulso, pois vem até nós como uma série de pulsos eletromagnéticos.
Fonte: NASA.gov
Créditos da Imagem: NASA/CXC/ISDC

1 Comentário:

. disse...

Parabéns...ótimo conteúdo...!

Postar um comentário

Olá! Fique a vontade para comentar!

 
As Maravilhas do Céu Estrelado © 2005 - todos os direitos reservados para o autor: Engº João Batista Salgado Loureiro | Template By Mundo B |