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Guerra nas Estrelas! A Galáxia "Estrela da Morte" continua tentando matar sua vizinha!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013.
Black Hole Fires at Neighboring Galaxy
De acordo com descobertas realizadas pelos observatórios da NASA, um poderoso jato, oriundo de um buraco negro supermaciço, está e continua despedaçando uma galáxia vizinha. 

Este violento e contínuo ato, nunca antes observado, e descoberto em 2007, pode ter um profundo efeito nos planetas, que estão no percurso deste jato, e pode despedaçar intensas formações estelares com seu rasto destrutivo.

O sistema, conhecido como 3C321, localizado na constelação da Serpente (Serpens), contém duas galáxias que orbitam uma à outra. 

Os dados do Observatório de Raios-X Chandra, da NASA, mostram que ambas as galáxias, contêm em seu centro um buraco negro supermaciço, mas a galáxia maior, tem um jato que emana e atinge a vizinhança de seu buraco negro. E, a galáxia mais pequena, aparentemente, deslocou-se para a corrente deste jato.

Esta galáxia, conhecida como "Estrela da Morte", foi descoberta devido a esforços combinados, tanto de telescópios orbitais, quanto de terrestres. 

Os telescópios espaciais, Chandra, Hubble e Spitzer, fizeram parte deste esforço. 

O VLA (Very Large Array), no Novo México, e o telescópio MERLIN (Multi-Element Radio Linked Interferometer Nertwork), no Reino Unido, também foram necessários para esta descoberta.

"Já observamos muitos jatos produzidos por buracos negros, mas como este, é a primeira vez que vemos, um jato de uma, batendo na outra" disse Dan Evans, na ocasião. Daven é cientista no Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, e líder do estudo. 

Os jatos dos buracos negros supermaciços, produzem grandes quantidades de radiação, especialmente raios-X e raios-gama, de alta energia, que podem ser letais em grandes quantidades. 

Os efeitos combinados desta radiação, e as partículas que viajam quase à velocidade da luz, podem deteriorar seriamente as atmosferas de planetas presentes diante da corrente deste jato.

Por exemplo, as camadas protetoras de ozônio, da atmosfera superior dos planetas, podem ser destruídas.

Os jatos produzidos pelos buracos negros supermaciços, transportam grandes quantidades de energia, por enormes distâncias, e afetam matéria em escalas muito maiores, em relação ao tamanho destes buracos negros. Aprender mais sobre estes jatos, é um objetivo essencial da pesquisa em Astrofísica.

"Vemos jatos por todo o Universo, mas estamos tentando compreender algumas de suas propriedades básicas," disse o co-investigador Martin Hardcastle, da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido. 

O efeito do jato, na galáxia companheira, é provavelmente muito substancial, porque as galáxias, em 3C321, estão extremamente próximas uma da outra, a uma distância de apenas 20.000 anos-luz. Situam-se, aproximadamente, à mesma distância, que a Terra se encontra do centro da nossa galáxia, a Via Láctea.

Uma brilhante mancha, captada na imagem do VLA e na do MERLIN, mostram que o jato colidiu com a lateral da galáxia vizinha, que dissipou parte da energia deste jato, e a colisão perturbou e deflectiu o jato.

Outro aspecto único da descoberta, em 3C321, é quão curto este evento é, numa escala de tempo cósmica. 

Características observadas, em imagens do VLA e do Chandra, indicam que o jato começou a impactar a galáxia vizinha, há cerca de um milhão de anos atrás, o que é uma pequena fração de tempo de vida deste sistema. 

Isto significa que tal alinhamento é bastante raro no Universo, o que torna 3C321, uma oportunidade importante para se estudar tal fenômeno.

É possível que este evento não condene para sempre a galáxia vizinha, já que o gigantesco fluxo de energia e de radiação do jato, podem induzir à formação de grandes números de estrelas, e de planetas, após a passagem inicial da onda de destruição.

Para entendermos melhor:

Cada comprimento de onda apresenta um aspecto diferente do sistema, conhecido como 3C321. 

Na imagem, os dados de vários comprimentos de onda foram combinados, dados de raio-x, do Chandra (cor roxa), dados ópticos e ultravioleta, do Hubble (em vermelho e laranja), e dados de emissão de ondas de rádio, do VLA (Very Large Array), e do MERLIN (em azul); e mostram, como o jato da galáxia principal, no canto inferior esquerdo, está golpeando sua galáxia companheira, no canto superior direito. 

O jato afeta a galáxia companheira em sua borda, e depois é interrompido e desviado, como se fosse um fluxo de água de uma mangueira, que afunila para fora, após bater em ângulo em uma parede.

A imagem de raio-x, do Chandra, fornece evidências de que cada galáxia, contém um buraco negro supermaciço, que cresce rapidamente em seu centro. 

Imagens de luz óptica, do Hubble (laranja), mostram o brilho das estrelas de cada galáxia. 

Um ponto brilhante, na imagem de rádio, do VLA e do MERLIN, mostram que o jato atingiu a borda da galáxia, localizado a cerca de 20.000 anos-luz da galáxia principal, dissipando um pouco de sua energia. 

Um ponto, ainda maior, de emissão de rádio, detectado pelo VLA, que pode ser visto em uma imagem com um campo de visão maior, revela que o jato termina muito mais longe da galáxia, a uma distância de cerca de 850.000 anos-luz. 

Esta galáxia,  a "Estrela da Morte", irá produzir grandes quantidades de radiação de alta energia, o que pode causar graves danos, às atmosferas de todos os planetas da galáxia companheira, e à tudo que se encontram no caminho do jato. 

Veja a animação do Sistema em formato Quick Time


Crédito da Imagem – Imagem de raio-x: NASA/CXC/CfA/D.Evans et al.; Imagem óptica e ultravioleta: NASA/STScI; imagem de rádio: NSF/VLA/CfA/D.Evans et al., STFC/JBO/MERLIN

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