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Uma Tarântula na Nuvem!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013.

“Tarantula Nebula” que significa “Nebulosa da Tarântula”, devido a seus filamentos brilhantes lembrarem as patas de uma aranha, é uma nebulosa que está situada na Grande Nuvem de Magalhães e é considerada uma das maiores nebulosas de emissão do céu. 

Possui um aglomerado central de estrelas jovens e brilhantes com uma extensão gasosa que compõe as “pernas finas” da aranha. 

É um objeto de atordoante beleza quando observado com binóculos e telescópios. Nela, é possível observar uma nuvem de filamentos delicados, alguns fragmentos de nebulosidade, umas travessas negras e diversas estrelas brilhantes que são sem dúvida um encanto. 

A nebulosa da Tarântula (NGC 2070) é uma região H II localizada na Grande Nuvem de Magalhães (LMC), uma galáxia satélite da nossa galáxia a Via Láctea.

A Tarântula foi inicialmente catalogada como uma estrela chamada de “30 Doradus”, mas em 1751, o astrônomo francês Nicolas Louis de Lacaille reconheceu sua natureza nebular.

A Nebulosa da Tarântula tem uma magnitude aparente de +8 e está situada a 170 mil anos-luz na constelação austral de Dourado (Dorado). Considerando sua distância, este é um objeto não-estelar extremamente luminoso. 

Sua luminosidade é tão grande que se ela estivesse tão perto da Terra quanto a Nebulosa de Órion, a Nebulosa da Tarântula lançaria sombras ao iluminar os objetos à noite ( já que é 100 vezes maior que a nebulosa de Órion e tem magnitude de 8), assim como a Lua o faz em uma noite de pouca poluição luminosa. A nebulosa da Tarântula é um alvo fácil no céu noturno do hemisfério sul celeste, até mesmo a olho nu. Com o diâmetro de mais de 1.000 anos-luz, a nebulosa da Tarântula, se em vez de estar na Grande Nuvem de Magalhães, estivesse a apenas 1.300 anos luz da Terra, ou seja, à mesma distância da famosa Nebulosa de Orion, pareceria ocupar quase tanto espaço no céu noturno quanto a Lua cheia. 

Na verdade, ela é o “starburst” mais ativo na região do céu conhecida como Grupo Local de Galáxias.

Em astronomia, “starburst” é um termo genérico para descrever uma região do espaço com uma taxa anormalmente elevada de formação de estrelas. Ela é reservada para objetos realmente incomuns.

É uma das maiores regiões de formação de estrelas localizada perto da Via Láctea. No centro da Tarântula existem cerca de 2.400 estrelas de grande massa.

Em seu núcleo está o compacto aglomerado de estrelas  R136 (com diâmetro aproximado de 35 anos-luz), que é responsável pela produção da maior parte da energia que torna a nebulosa visível. A massa estimada deste aglomerado é de 450.000 massas solares, sugerindo que provavelmente irá se tornar um aglomerado globular no futuro.

A  Nebulosa da Tarântula também contém um antigo aglomerado de estrelas, catalogado como Hodge 301, com idade de 20-25 milhões de anos. As estrelas mais massivas deste grupo já terminaram suas vidas e explodiram como Supernovas.

A Supernova mais próxima observada desde a invenção do telescópio, a Supernova 1987A, ocorreu nos arredores da Nebulosa da Tarântula.

A Nebulosa da Tarântula é a nebulosa mais luminosa do seu tipo no Universo local e está se expandindo.

Para visualização e crédito das imagens: clique sobre "exibir apresentação de slides" localizado no mosaico de imagens acima.

1 Comentário:

As Maravilhas do Céu Estrelado disse...

Explosão Supernova - Este fenômeno é muito raro de acontecer na Via Láctea, apenas cinco supernovas já foram detectadas em nossa galáxia no último milênio. E quando são encontradas são batizadas com o nome “Supernova + o ano do descobrimento” ou de apenas “SN + o ano de descobrimento”. Em caso do descobrimento de diversas supernovas em um mesmo ano é comum acrescentar no final do nome letras do alfabeto para diferenciá-las.

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