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A Grande Nuvem de Magalhães

quinta-feira, 19 de setembro de 2013.
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LMC – “Large Magellanic Cloud” (L.M.C.) que significa “Grande Nuvem de Magalhães” (G.N.M.), também chamada de “Nubecula Major” que significa “Nuvem Maior”, é uma das mais próximas galáxias da Via Láctea, e está situada a apenas 180.000 anos-luz da Terra na Constelação de Dourado (Dorado). 

É mais próxima de nós do que sua galáxia companheira, a Pequena Nuvem de Magalhães, localizada na constelação do Tucano. 

A GNM se estende por aproximadamente 8º no céu entre as constelações de Dorado e Mensa e pode ser facilmente vista a olho nu por observadores localizados no hemisfério sul pois possui uma porção destacada da Via Láctea. O diâmetro físico da GNM é 25.000 a 30.000 anos-luz.

A Grande Nuvem de Magalhães tem uma forma irregular mas não possui nenhum núcleo central, provavelmente por causa da atração gravitacional da nossa galáxia Via Láctea, que é 10 vezes o tamanho da GNM.

Foi a primeira galáxia observada que aparenta ser uma galáxia irregular, mas tem uma “faixa central” e possivelmente braços espirais, e geralmente é classificada como galáxia espiral. Ela parece como uma nuvem imensa e difusa no céu e contém um imenso tesouro de objetos celestes. 

Dentre eles, estão algumas nebulosas, aglomerados globulares e abertos, nebulosas planetárias, nuvem de poeira e uma região gigante de gás hidrogênio.

O mais proeminente objeto da GNM é a nebulosa da Tarântula. O complexo da nebulosa da Tarântula é encontrado entre a GNM e é uma das maiores “Regiões HII” (uma nuvem interestelar de gás em que o hidrogênio está na forma de íons) conhecida. 

O complexo é uma vigorosa região de formação de estrelas, e esta, junta com outras regiões de formação de estrelas, pode ser o resultado da passagem estreita entre a GNM e a nossa galáxia, formada há uns 200 milhões de anos atrás. 

Há também uma enorme ponte de material entre a nossa galáxia e a Grande Nuvem de Magalhães que é conhecida como “Corrente Magalhânica”, e é uma das maiores nuvens de alta velocidade conhecida e provavelmente resulte da mesma passagem estreita.

Em 1.987, a Supernova 1987A explodiu na Grande Nuvem de Magalhães, a mais próxima supernova em 400 anos.

É um absoluto deleite varrer de um extremo a outro esta região com binóculos e telescópios de campo.

Entretanto, esta galáxia recebeu este nome, juntamente com a Pequena Nuvem de Magalhães, depois que o explorador português Fernão de Magalhães as observou durante sua viagem ao redor do mundo em 1.519. Mas acreditasse que elas já eram conhecidas antes desta data.

Curiosamente, até pouco tempo atrás se acreditava que esta galáxia era uma galáxia satélite de nossa galáxia a Via Láctea, mas, em 2007, foram descobertas evidências contrárias a esta afirmação. 

Um grupo de cientistas do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian descobriu que tanto esta galáxia quanto a Pequena Nuvem de Magalhães não estão girando ao redor da Via Láctea, e ao que parecem, ambas as nuvens de Magalhães estão fazendo sua “primeira” visita a nossa galáxia. Se isto for confirmado, toda a teoria existente sobre as interações entre as nuvens e a nossa galáxia terá que ser esclarecida de outra forma.

Para visualização das imagens: clique sobre "exibir apresentação de slides" localizado no mosaico de imagens acima.

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