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O Diagrama de Hubble: um importante passo para desvendar a evolução das galáxias!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013.
Quando se fala de Evolução das Galáxias não podemos deixar de citar o astrônomo americano Edwin Hubble, já que foi graças a ele que a humanidade foi capaz de dar um dos primeiros passos em direção a teoria a respeito da evolução das galáxias.

Hubble se tornou famoso ao desenvolver, em 1926, um sistema de classificação de galáxias - espirais, espirais barradas, elípticas, irregulares e suas subclasses - que foi resumido em um esquema em forma de diapasão popularmente conhecido por Diagrama de Hubble.

O diagrama é dividido em duas partes: galáxias elípticas e galáxias espirais. 

As galáxias elípticas são classificadas pelo grau de arredondamento ou alongamento que possuem, e ordenadas em uma escala de zero a sete, que caracterizam a elipticidade da galáxia. As elípticas "E0" são quase redondas, enquanto as "E7" são muito elípticas (muito alongadas). Para termos uma idéia, as galáxias gigantes M84 e a M86 são elípticas.

Já para as espirais são atribuídas letras de "a" a "c", que as caracterizam pelo tamanho de seus bojos centrais e pelo grau correlacionado de enrolamento de seus braços espirais. 

As espirais "Sa", por exemplo, possuem braços firmemente enrolados e bojos nucleares bem salientes, já as Sb, têm braços espirais moderadamente enrolados e bojos nucleares moderados, enquanto as espirais "Sc" são mais “frouxas”, têm braços espirais mais livres, poucos definidos e bojos nucleares pequenos. Para termos uma idéia, a galáxia espiral mais próxima da Via Láctea é a Galáxia de Andrômeda (M31) localizada na Constelação de mesmo nome. O nome “Sa” provém do inglês “Spiral type a”.

Mas, existe ainda uma peculiaridade, as galáxias espirais são sub-divididas em dois grupos: espirais normais (sem barra) e espirais barradas. A diferença mais importante entre esses dois grupos é a barra de estrelas que atravessa o bojo central nas espirais barradas. Os braços em espiral nas galáxias barradas geralmente começam na extremidade da barra, em vez de partir do bojo. 

A espirais barradas têm um "B" em sua classificação. Uma "SBa" é, portanto, uma galáxia com os braços espirais mais fortemente enrolados e com maiores bojos nucleares; já uma SBb, têm espirais moderadamente apertados e bojos nucleares de tamanho mediano; enquanto uma SBc, têm os braços espirais minimamente enrolados e os menores bojos nucleares. Para termos uma idéia, a nossa galáxia a Via Láctea é uma galáxia espiral barrada, e é classificada como SBab, ou seja, tem propriedades das SBa e das SBb.

De acordo com o Diagrama de Hubble, as galáxias S0 ou SB0, chamadas lenticulares (em forma de lentes), são um tipo intermediário entre as elípticas e as duas espécies de espirais (espirais barradas e elípticas). Embora frequentemente pareçam com elípticas, as galáxias lenticulares possuem um bojo nuclear e um disco, semelhante às galáxias espirais, mas são desprovidas de braços espirais.

Entretanto, Hubble descobriu que ainda existiam algumas galáxias que eram difíceis de colocar no contexto de seu diagrama de diapasão, entre elas estavam: galáxias irregulares que têm formas estranhas, galáxias anãs que são muito pequenas e as galáxias elípticas gigantes, que são tão grandes que residem nos centros de alguns aglomerados de galáxias.

Por um bom tempo o diapasão de Hubble foi aceito como sendo uma seqüência evolutiva das galáxias, e que as galáxias podiam evoluir a partir de um tipo para outro, progredindo consequentemente da esquerda para a direita no diagrama em diapasão. 

A nomenclatura de Hubble ainda continua sendo usada, mas esta idéia de que um tipo de galáxia pode mudar para outro tem sido aceita e negada pelos astrônomos durante décadas, embora seu conceito inicial fosse mais tarde considerado uma simplificação excessiva. 

Hoje, já se sabe que a evolução galáctica é um processo muito mais complexo do que Hubble imaginava, envolvendo as condições de colapso inicial da galáxia, as colisões com outras galáxias, e o fluxo e refluxo do nascimento interno de outras estrelas.


Crédito: NASA e ESA

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